Couchsurfing, mochilão com uma experiência única!

17/04/2015,
O Couchsurfing é uma rede social de hospitalidade fundada em 2004, muito usada por mochileiros e viajantes que procuram por uma experiência de viagem fora do convencional.
Com o Couchsurfing, você poderá ficar hospedado na casa de locais durante sua viagem em mais de 200,000 cidades no mundo todo, sem pagar nada em dinheiro, mas sim fazendo intercambio de conhecimento, vivenciando a cultura local como nenhum hotel ou hostel poderia te oferecer.


Mas a rede não é usada somente para hospedagem, se você vai viajar e já tem um lugar pra ficar, você pode solicitar aos participantes dicas de turismo e até mesmo se juntar aos “meetings” locais.  A melhor forma de conhecer pessoas do CS em uma determinada região é frequentar os meetings, que são muitos e sempre divertidos e cheios de mochileiros.
Essa foto é do encontro informal Couchsurfing que acontece uma vez por mês na praça Roosevelt em São Paulo - SP
Importante: Só faça parte da rede se você tiver o mesmo “espírito”, se curte hospedar pessoas conforme as possibilidades de sua residência ou até mesmo se gosta e pode ajudar turistas sem nenhum objetivo de lucro, até porque tudo é uma troca, se você hospeda pessoas em sua casa, será muito mais fácil conseguir hospedagem nas suas viagens quando precisar. É legal avisar que não é um site de relacionamentos amorosos, usuários safadinhos são denunciados e banidos rapidinho.
Não é porque o Couchsurfing é uma rede social respeitada cheia de gente legal que você não deve se precaver antes de se hospedar ou receber alguém em sua casa. Tome sempre os devidos cuidados, marque conversa no Skype, leia o perfil e as referências que as pessoas deixaram e etc. Cada um tem uma forma de sentir-se seguro.

Eu já tive diversos tipos de experiência com o Couchsurfing,  Já recebi um cara na minha casa que quase quebrou minha mesa de tanto que batia com raiva nela quando meu wifi parava de funcionar e também recebi pessoas maravilhosas que me ensinaram um pouco da gastronomia local, ficaram super interessadas em conhecer meus amigos, meu dia a dia e mantemos contato até hoje.  
O importante de todas as vezes  que hospedei e fui hospedada foi a oportunidade de vivenciar algo novo, conhecer pessoas diferentes, aprender coisas novas, ensinar outras, e as experiências negativas me serviram como aprendizado.

Você já conhecia o Couchsurfing? Tem alguma experiência pra compartilhar?


Até a próxima

Trabalho Voluntário na Índia

08/04/2015,
Sabe quanto chega a hora de decisão, ou tudo ou nada, ou vai ou racha? Foi assim comigo. Eu era bancária, triste e estressada e somente mudar de emprego não bastaria para mudar minha qualidade de vida. Primeiramente saí do emprego, mesmo com todos os contras (criticas da família, dinheiro e etc) e depois segui para a realização de um sonho: trabalho voluntário em outro país, unindo oportunidade de conhecer uma nova cultura com experiência  pra lá de gratificante. Também optei por fazer trabalho voluntário ( e não somente mochilar por aí) porque senti necessidade de agradecer pela hospitalidade e por todas as experiências que tive nas minhas viagens de férias na época do banco. Isso é algo muito pessoal, e foi muito importante na minha vida.
Tudo começou quando em outro trabalho voluntário, no Peru (essa  experiência conto em um próximo post), conheci uma voluntária de uma ONG na Índia, ela viu meu trabalho com as crianças e meu gosto por música e me convidou para fazer parte do projeto da Índia. Inicialmente era pra dar aulas de música, mas acabei dando aulas de todas as matérias nas duas escolas fundadas pela ONG (dei até aula de Hindi, quando faltou professor...).
Priscila Mattos


O processo foi um pouco demorado, pois a ONG trabalha com indicações pra ter certeza dos interesses dos voluntários e não acabar recrutando por engano alguém com interesses desvirtuados.  Tive que enviar vários documentos e fazer entrevistas via Skype, e depois foi só comprar as passagens.  
A ONG fornece alimentação básica vegetariana de segunda a sexta e moradia simples com acesso a internet e não cobra nenhuma taxa! (essa é a parte mais legal, que me fez acreditar que a ONG é verdadeiramente honesta e sem fins lucrativos).
Priscila Mattos

O trabalho é bem puxado, todos os dias em período integral e sábados intercalados. O trabalho consiste basicamente em preparar aulas, dar aulas, orientar os alunos sobre higiene e comportamento, ajudar a limpar a escola, visitar as famílias dos alunos e controlar frequência dos alunos na escola. Um aprendizado incrível.
Priscila Mattos

A vida dos alunos é bem complicada se comparada aos nossos padrões, a maioria mora em áreas muito precárias, sem nenhum saneamento básico. E o mais interessante é que eles sempre estavam muito felizes, nunca se envergonhavam de me convidar para visitar suas casas, sempre me apresentavam suas casas com orgulho e até me convidavam para jantar, pois acreditam ter o suficiente para ser feliz. (olha o exemplo fenomenal) Uma vez eu mostrei a foto de uma favela em São Paulo, e eles acharam o máximo, perguntaram se eram ricos que moravam ali... É, a Índia tem uma realidade chocante para os ocidentais.
Priscila Mattos

Me apaixonei por tudo na Índia, a comida é maravilhosa, as pessoas hospitaleiras e as crianças da escola, ahhh.... elas me emocionavam todos os dias com suas histórias de vida e sua simplicidade.

Claro, como todo professor, tinha os meus alunos preferidos, essa aqui é uma delas, a Parvatti, a sua história é muito triste, quando ela tinha 2 anos o lugar que morava desabou, soterrando toda sua família, só restaram ela se seu irmão, hoje adotados pela ONG,  vivem na escola noite e dia.


A preciso contar também, completei 30 anos na Índia, olha só as cartinhas lindas que recebi das crianças!

Priscila Mattos

A roupa que se usa todos os dias é um quesito muito importante se você for trabalhar com essas comunidades. Procure sempre cobrir os ombros e o bum bum se sua calça for apertada. Nada de saias curtas e roupas sensuais, é necessário respeitar a cultura local quando vamos para qualquer lugar. Claro, se quiser usar as roupas típicas, melhor ainda!

Priscila Mattos


É importante ter o inglês razoável, pois toda a comunicação é em inglês, mas não precisa ser fluente, o importante é saber se comunicar.

Priscila Mattos

Nome da ONG:  One! international

Para mais informações sobre minha experiência, deixe aqui sua pergunta nos comentários.

Espero que tenham gostado


Até a próxima