Israel para mochileiros parte 1 - Trilhas En Gedi

16/06/2015,
O que passa na sua cabeça quando pensa em Israel? Ok, tirando conflitos, quando pensa em viagem para Israel, o que vem a mente? Já sei! Turismo religioso, não é mesmo? Grupos enormes visitando os lugares sagrados... o que na verdade é muito legal, mesmo para um mochileiro, mas isso fica para outro post. O que venho falar aqui hoje é sobre turismo alternativo em israel.
Coloquei "parte 1" no título, pois mesmo sendo um país pequenininho, tem tanta coisa pra fazer, que se eu escrever em um post só, você iria demorar um dia todo pra ler. Só pra ter noção da quantidade de coisas que tem pra fazer lá, vá na livraria e veja o guia da país, é enorme! Tem o mesmo tamanho do guia do Perú.
Se você é como eu e gosta de fugir do turismo tradicional, não pode perder a "série":

 Israel para mochileiros!

Os "trekinistas" de plantão,  precisam conhecer essa trilhas! Fora que todas elas tem uma vista linda para o Mar Morto.
Só para situar historicamente, a cidade de En Gedi foi uma fonte importante de bálsamo para o mundo Greco- Romano e biblicamente falando, foi o local onde Davi se escondeu do rei Saul (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ein_Gedi).
Bom, segue as dicas pra quem quiser fazer as trilha, e boa sorte!
Lembrando que para todas as trilhas no deserto de En Gedi, o acesso é pelo Parque Nacional En Gedi.

By Priscila Mattos


Nahal David: 

Essa rota tem 3 trilhas que você poderá fazer conforme seu nível de disposição. Tem trilha de 1 hora, 3 horas e 5 horas. Todas são de nível médio, porém faz muito calor o tempo todo, deixando sua caminhada bem mais difícil e cansativa. Nelas você poderá ver a cachoeira de Davi, a nascente de En Gedi e também algumas cavernas.
By Priscila Mattos

Mesmo com a dificuldade do trajeto, é bem tranquilo para crianças acima dos 10 anos (para mamães e papais que curtem aventura em família). Não se esqueça da garrafinha de água!

Nahal Arugot

Essa é mais difícil, mais rústica e tem menor número de pessoas se aventurando por ela. Apesar de bem demarcada ( em Israel, o ministério do turismo em parceria com os moradores, costumam demarcar todas as trilhas para evitar que as pessoas fiquem perdidas, até mesmo as trilhas em lugares de difícil acesso), tem muitos lugares que você vai precisar escalar alguma pedra gigante, andar em um caminho de 20 centímetros de largura (com uma vista do chão vertiginosa) ou encontrar uma cobra básica pelo caminho (no meu caso, cheguei a pegar no rabo de uma sem querer quando estava escalando uma pedra, quase morri de susto).
By Priscila Mattos


Se optar por essa trilha é muito importante levar uns 3 litro de água com você, é facinho ficar desidratado. Quando busquei por informações, disseram que teria que levar no minimo 5 litros...porém achei demais carregar tudo isso.
By Priscila Mattos

A trilha pela rota Nahal Arugot também tem várias opções como a Nahal David, tem até a possibilidade de chegar até Massada por lá, mas essa eu não fiz por falta de tempo mesmo.


E você? Já pensou em fazer mochilão por lá?

By Priscila Mattos

Então, vem comigo?

Até a próxima!


Por que ser voluntário no exterior? Impressões e dicas

11/06/2015,
Primeiro de tudo, trabalho voluntário não pode ser algo que você vai usar como desculpa só para viajar barato, acima de tudo é um trabalho que exige responsabilidade e dedicação. Viajar barato é só um plus, jamais deverá ser primeira opção.
O trabalho voluntario só será genuíno se você for com coração aberto, já vi muito voluntário por esse mundo afora com ar de superioridade, como se os ajudados fossem coitadinhos. Por mais necessidade que se passe, ninguém é inferior para ser tratado com tal, até porque muitas dessas pessoas que visamos "ajudar" não conhecem realidade diferente da que vivem e estão satisfeitos assim.
Se estão satisfeitos, então pra que ser voluntário?
O voluntário deve levar paz a países em guerra, ajudar em situações de emergência, levar conhecimento (sem imposição), auxiliar na educação e saúde... e por aí vai. O verdadeiro voluntário entra de cabeça na cultura local, não tem frescura, experimenta, aceita, vive.

By Priscila Mattos
(eu e minha amiga Sunita, que cozinha e limpa a escola que trabalhei na Índia)

Agora, escolhe ir pra o continente africano dar leite para o leãozinho ou para países pobres asiáticos ensinar a cultura ocidental consumista (uma vez ouvi isso: "nossa, coitadinhos, como eles conseguem viver sem uma geladeira?")... desculpa, isso não é trabalho voluntário que trará algum benefício verdadeiro. Se lá na África do Sul é tão necessário alguém pra cuidar de leões órfãos, por que não empregar a comunidade local? Pra mim isso é turismo comum, mascarado de trabalho voluntário.
Outra coisa que me incomoda muito - além da galera que vai fazer trabalho voluntário somente pra viajar em um esquema quase 0800 -, é a galera que paga valores absurdos para fazer o mesmo! sim! isso existe! Você procura por um programa de trabalho voluntário no exterior e o cara (ou agência) te cobra 1800 dólares por duas semanas fora os custos de moradia e passagem! Saiba que essa grana não irá para ajudar a comunidade que você pretende atuar viu? abra os olhos.
(na escola em Huancayo quando decidi parar a aula pra ensinar uma dança de roda maluca)

Mas pode-se cobrar por trabalho voluntário?

Pode sim! Desde que esse preço não seja exorbitante e que seja comprovado o destino do valor.
Exemplo: Fiz um trabalho voluntário no Perú, a ONG cobrava USD 160 por mês, disseram que 120 seriam repassados para a família que me daria moradia e comida todos os dias (esses 120 foram repassados para a família na minha frente), e os outros 40 dólares seria da ONG (pra comprar material escolar, financiar projetos e também o salário do dono da ONG, afinal o cara também precisa se manter já que esse é seu único trabalho)
Sabendo agora da importância do trabalho voluntário e se você compartilha do mesmo pensamento que o meu, segue duas ONGs sérias, uma no Perú e outra na Índia que vocês podem entrar em contato.
Se gosta de trabalho fácil e ficar somente tirando foto pra mostrar o sofrimento alheio, nem vá, por favor. 
Caso queira saber mais da minha experiência antes de fazer o mesmo e quer mais impressões e dicas, me escreva: todomundodemochila@gmail.com



  • One! International poverty relief (India)

         http://one-international.com/


  • Blue Sparrow (Perú)

          http://www.bluesparrow.org/


Até a próxima

Nevado Huaytapallana - Inclua no seu roteiro para o Perú

08/06/2015,
Tive o privilégio de conhecer um dos lugares mais lindos do Perú junto com minha amiga Julia quando moramos em Huancayo, uma cidade de mais ou menos 500 mil habitantes nos Andes Peruanos.
O nevado Huaytapallana é um lugar bem reservado e preservado, não é cheio de turista, o que faz do passeio algo único. Nada melhor que sair da rota convencional e colocar na bagagem uma experiência mochileira diferente.
by Priscila Mattos

São mais ou menos 4 horas de caminhada, partindo de 4 mil metros para 5 mil.
Aí você está lendo isso e pensa “então vocês subiram só 1000 metros?”, olha, já fiz Salkantay e Huayna Picchu, e nenhuma  foi tão desafiadora como Huaytapallana meus amigos.
By Julia Kersul

Para chegar lá com segurança é importante contratar um guia (uma semana antes da minha subida, um grupo foi fazer uma festinha na montanha sem um guia, quando anoiteceu, o grupo estava sem lanterna e se dispersou e aí um deles caiu numa fenda e morreu - assim diz a lenda que nos apavorou no dia da nossa aventura).
By Julia Kersul


A caminhada é dura, e o ar já é rarefeito em 4 mil metros de altitude, imagina em 5!!! O caminho é lindo, passamos por uma laguna incrível onde fizemos uma longa parada para respirar para tirar fotos.
by Priscila Mattos

Chegando à parte nevada, tem uma cordinha pra subir, facinho de escorregar e cair um tombo fenomenal de 3 metros, ainda mais se você for de all star como uma das meninas de um grupo que estava na minha frente, que caiu e voltou carregada,  vá preparada com uma boa bota impermeável  e resistente.
by Priscila Mattos

Chegando ao pico, é neve que não acaba mais, aquela neve macia que afunda... Pra quem nunca viu neve, dá até vontade de dar um mergulho.  Minha amiga resolveu provar pra ver se era gostoso, mas disse preferir uma raspadinha de praia brasileira, pois pelo menos tem sabor de groselha.
by Priscila Mattos

Pra chegar lá é fácil, pegue um ônibus saindo de Lima para Huancayo (Não tem todos os dias, é necessário conferir no site da Oltursa - http://www.oltursa.pe/), são mais ou menos 8 horas de viagem. Lá em Huancayo, se hospede nas pousadas próximas da Plaza da Constitucion, e lá mesmo existem agências pequenas que oferecem esse passeio já com o transporte partindo da praça e custa em torno de 60 soles por pessoa.
By Julia Kersul


Depois de ver essas fotos, que tal incluir Huancayo no roteiro do seu mochilão?


Até a próxima